Favela é isso aí

Artistas

Zé Arruda
Zé Arruda

Zé Arruda

O escultor sonha em fazer uma escultura que faça parte da história da cidade

José Aparecido da Silva Arruda (46) trabalha na construção civil, mas faz mais de 20 anos que esculpe e molda peças em materiais diversos. Ele começou com peças em barro, depois passou para a pedra sabão e para madeira. Os temas mais recorrentes estão relacionados à natureza ou à religião. Da matéria prima surgem tatus, leões, cachorros, pássaros, chafarizes, carrancas e imagens sacras.

O mestre de obras se dedica à arte nas horas vagas, mas quando aposentar quer ficar por conta dos entalhes. A família tem influência artística, um dos filhos também esculpe e o outro, além de músico faz móveis em bambu.
De acordo com José Arruda, o comércio para artesanato na região ainda é fraco e, hoje, ele trabalha por encomenda. Um leão 30 x 30 cm, por exemplo, custa R$60. Para o artesão, seria ideal ter lugares para expor. Entre os sonhos, ele deseja deixar um momento, como um chafariz na cidade.

Zé Arruda

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Reginaldo Ascenção Gonçalves
Reginaldo Ascenção Gonçalves

Reginaldo fabrica e toca viola

O artista preserva uma das principais tradições locais

Reginaldo Ascenção Gonçalves (29) é professor da Escola de Violeiros Chico Lobo, uma homenagem ao artista de São João Del Rey, famoso internacionalmente, e que é padrinho da instituição. Reginaldo, que hoje ensina a arte de tirar sons das cordas, aprendeu a tocar o instrumento há três anos e a fabricar a viola há cinco.

Desde os 16 anos, o lavrador toca violão, proeza que aprendeu com os amigos, e foi na roda de violeiros que ele tomou gosto também pela viola, que hoje é considerada sua paixão. “Eu gosto mais da viola, é uma coisa de raiz”. Reginaldo conta que estava em uma roda de viola quando conheceu o mestre Taquinho que, segundo ele, trabalhou na Casas Salgado, onde foi feita a primeira viola do Brasil, em Conselheiro Lafaiete. Ali mesmo ele perguntou como é que se fazia uma viola e a partir apenas das explicações ele fabricou a primeira, usando o maquinário de marcenaria de um amigo. Ele estima que as peças estejam avaliadas entre R$ 600 e R$ 800.

Viola x Violão

A diferença mais visível entre uma viola e um violão é o tamanho. A viola é um pouquinho menor. O violão, normalmente, tem seis cordas simples, e a viola pode ter 12 cordas. A variedade de sons produzidos pela viola também pode ser maior. Há registros de que a viola tenha mais de 800 anos e o violão entre 200 e 250.

Reginaldo

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Lia e os Seresteiros de Prata: romantismo e nostalgia
Lia e os Seresteiros de Prata: romantismo e nostalgia

Grupo mostra que seresta agrada públicos de todas as idades

Há dez anos nascia na Vila 31 de março o grupo Lia e os Seresteiros de Prata. A idéia tomou corpo nas reuniões semanais do grupo da 3° idade, com a simples finalidade de alegrar os encontros. “Um tocava um instrumento, o outro tocava outro, então porque não reunir?”, conta Lia, que na verdade se chama Maria das Graças Borges dos Santos. A partir de então, o grupo passou a tocar para públicos variados: em bailes, reuniões realizadas na comunidade, bingos dançantes da Igreja e bares da região. Hoje, participa de atividades culturais em toda a cidade. No grupo, formado por Lulu no saxofone, Toninho na guitarra, Celso no violão, Joãozinho no atabaque, Helinho no pandeiro, Paulo no chique-chique e Lia no vocal, quase todos são aposentados, mas Lia também ganha a vida com o artesanato.

Lia

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Dona Maria José
Dona Maria José

Retalhos ganham forma em tapetes

Em um projeto social, Dona Maria José se apaixonou pelo artesanato

Dona Maria José De Souza (57) faz tapetes em forma de desenhos, utilizando material reciclado. Ela utiliza tela e retalhos e aos poucos vai dando forma ao produto. Os mesmos retalhos também são utilizados em bordados para roupas.

Tudo começou em 2007, quando ela fez um curso no Projeto Girassol que é parceiro do conhecido Projeto Fred, que começou com oficinas para presidiários. O material do projeto Fred era utilizado no Projeto Girassol e foi aí dona Maria José teve contato com o trabalho dos detentos, de onde tira inspiração.

Ela chegou a vender para as feiras do Caiçara e da Afonso Pena, mas devido a problemas de saúde, dona Maria José ficou um tempo parada. Agora já voltou às atividades e a grande dificuldade dela e ter alguém que faça desenhos novos para os tapetes. A partir de pedidos e sugestões, ela aceita encomendas.

(31) 8517-8422